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Estudantes do Campus UPT realizaram visita a aldeia indígena e participaram de evento no IFTO Campus Gurupi

Atividades fizeram parte da Semana da Consciência Negra

  • Por IFTM Campus Avançado Uberaba Parque Tecnológico
  • Publicado em 22/11/2019 às 00:00
  • Última modificação 22/11/2019 às 17:39
Visita a aldeia indígena Javaé Boa Esperança
Visita a aldeia indígena Javaé Boa Esperança
Crédito: Danilo Bizinotto

Entre os dias 17 e 19 de novembro, alunos do Campus Avançado Uberaba Parque Tecnológico visitaram a aldeia indígena Javaé Boa Esperança, na Ilha do Bananal-TO e participaram do evento “II Arte e Manha: Integrando as Linguagens” no IFTO Campus Gurupi. Atividades foram promovidas pelo NEABI (Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas) do Campus e contou com o acompanhamento da professora, Márcia Moreira Custódio, presidente do NEABI-UPT e pelo professor Danilo Bizinotto.

A experiência de visitar a aldeia proporcionou momentos de vivência com o dialeto Inyrybe (a fala dos Iny), língua falada pelos Javaé, pertencente ao tronco linguístico Macro-Jê, e conhecimento a respeito da cultura e do modo de vida da etnia que vive na maior ilha fluvial do mundo, às margens do rio Javaés. Segundo a professora Márcia Custódio, “num país com 305 etnias indígenas que falam 274 línguas, a visita a uma comunidade indígena da etnia Javaé, falantes da língua Iny, é uma oportunidade de aprendermos a ser mais brasileiros, pois somos estrangeiros em nosso próprio país. O contato com os indígenas configura-se não só em ação de conhecimento, mas também de autoconhecimento e de libertação de pré-conceitos, especialmente os que inferiorizam os povos originários do Brasil. Ademais, o conhecimento, principalmente o de imersão, é um dos caminhos para a valorização e respeito pela cultura e pela luta dos povos indígenas”.

Além de visitarem a aldeia Javaé, os estudantes participaram do evento “II Arte e Manha: Integrando as Linguagens”, no IFTO Campus Gurupi. Trazendo mesas de debates que abordavam aspectos da história e da cultura afro-brasileira e indígena, o evento tratou de temas relacionados à juventude, diversidade, gênero e etnicidade.

Com participação marcante, os alunos do IFTM Campus Avançado Uberaba Parque Tecnológico declamaram poesias, ministraram oficinas de Modelagem, de Circo, de Artesanato Hippie e apresentaram o artigo científico “Hospício é deus: relato de uma garota interrompida”, resultado do projeto de pesquisa desenvolvido por alunas do 3º ano do curso Técnico em Computação Gráfica. Além disso, o aluno Marcelo Aparecido Silva Júnior, do 2º ano do curso Técnico em Computação Gráfica, fez o lançamento da obra “Formas”, seu primeiro livro de poesias.

Para além da importante reflexão sobre a luta do negro e do indígena na sociedade brasileira, o evento se constituiu em espaço de protagonismo dos estudantes do IFTM Campus Avançado Uberaba Parque Tecnológico.

Semana da Consciência Negra no campus

Ainda dentro das atividades da Semana da Consciência Negra, o NEABI-UPT promoveu o evento “A coisa tá preta no IFTM”, que foi realizado no dia 21 de novembro e contou com apresentações culturais, rodas de conversas e oficina.

Na primeira roda de conversa, o professor Flávio Henrique Dias Saldanha, da UFTM, trouxe o tema “Racismo no mercado de trabalho” e expôs aos participantes dados do IBGE de 2018, que mostram a enorme desigualdade entre negros e brancos no mercado de trabalho brasileiro.

As apresentações culturais ficaram por conta dos alunos do campus, que trouxeram música e poesia para o público. Vinícius Gonçalves Aguiar, membro do Slam Ondaka, trouxe uma poesia com rimas fortes e marcantes. Quem também soltou o verbo na poesia foi Ana Luiza B. T. Silva, membro discente do NEABI-UPT. A outra apresentação cultural ficou por conta de Maria Fernanda Palhares, que fez uma bela interpretação da música “Olhos coloridos”, conhecida na voz de Sandra de Sá.

A roda de conversa da tarde juntou os temas “Identidade, representatividade e pertencimento das comunidades afrocentradas”, “A história do povo negro: antes e depois da diáspora” e “Minha trajetória como mulher negra e meu trabalho junto à periferia” com os convidados Professora Aline Rosa Maximiano de Souza, Professor Edson Fernando da Silva (Edson Militão) e a Diretora de teatro Preta Moreno. Os três falaram de suas trajetórias e experiências na luta contra o racismo e abriram um rico debate com os alunos, que participaram ativamente de todas as atividades propostas no evento.

O dia ainda teve a oficina “Máscaras Africanas”, ministrada pela servidora Natália Cristina Reis de Morais, onde os alunos puderam aprender sobre o significado das máscaras na cultura africana e soltar a criatividade na confecção de sua própria máscara.  

 

 

 



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